Brasileiro cria lente revolucionária para o tratamento de catarata com IA

Uma tecnologia inédita, desenvolvida no Brasil, promete transformar o tratamento de catarata em todo o mundo. O médico oftalmologista alagoano João Marcelo Lyra, fundador da Logos Bio Science, criou a lente intraocular Galaxy, primeira do tipo a utilizar um design em espiral pioneiro, associado a inteligência artificial e aprendizado de máquina.


A Galaxy foi projetada para solucionar um dos maiores problemas das lentes multifocais tradicionais: os efeitos colaterais visuais, como distorções ao redor de luzes, que afetam até 15% dos pacientes. Combinando algoritmos avançados e simulações ópticas de última geração, a nova lente oferece maior precisão e conforto, reduzindo significativamente as queixas comuns nos tratamentos anteriores.


Aprovada na União Europeia e testada em países como Reino Unido e Nova Zelândia, a Galaxy já beneficiou pacientes em sua fase inicial e deve chegar ao Brasil em 2025. O custo estimado por unidade ficará entre US$ 2.500 e US$ 4.000, variando conforme o mercado.


Impacto global e inovação

O projeto contou com a colaboração da Logos Bio Science e da Rayner, empresa britânica referência mundial em lentes intraoculares. Juntas, essas empresas inovaram ao integrar inteligência artificial no processo de design, reduzindo o tempo de desenvolvimento para apenas dois anos — um avanço notável, considerando o prazo médio de até seis anos para projetos similares.


Além de mais eficiente, o novo processo reduziu custos de desenvolvimento em mais de 50%, permitindo a produção de uma solução acessível e tecnologicamente avançada.


O futuro da visão

Apresentada recentemente em um dos maiores eventos globais de oftalmologia, em Barcelona, a lente Galaxy chamou a atenção de especialistas de todo o mundo. Com sua tecnologia de "corredor de visão" que cobre distâncias entre 30 e 80 cm, a Galaxy oferece uma solução de alta precisão para pacientes que buscam qualidade de visão sem os desconfortos tradicionais.


Lyra e sua equipe já planejam novos investimentos em tecnologias voltadas para saúde ocular, com previsão de injetar R$ 30 milhões nos próximos anos em projetos baseados em biotecnologia e inteligência artificial.


Essa inovação reforça o protagonismo brasileiro na busca por soluções globais que unem tecnologia e saúde, garantindo uma visão mais clara e confortável para milhões de pessoas.